[ Frequentadoras ]

BETH�NIA: Paulistana da Bras Leme (O Leblon da Zona Norte), 25 anos, professora de espanhol, cervejeira, fumante inveterada, amante (uh!) da Serra da Cantareira. Lingu�sticamente conhecida pela abund�ncia de g�ria. Praticamente uma voyer do blog.

CAROL : Santista, 27 anos, escritora anual do blog. Cacha�eira, fumante, baladeira, dentro em breve ser� professora de portugu�s. Facilmente reconhecida pelo sotaque caracterixxtico santista.

IL� : Paulistana tamb�m da Zona Norte, 27 anos, professora de ingl�s, portugu�s, estuda italiano mas, no fundo, n�o faz nada direito. Caracteriza-se por uma inf�mia in�til e sem gra�a alguma. Cervejeira e fumante, tamb�m.

RENATA: Estreou no FFLCH parte II (ver link abaixo) no dia 29/02/04, j� b�bada. Isso denota a afinidade que possui com as integrantes antigas. Paulistana, 24 anos, zonalesteana (natural da Zona Leste), estuda italiano, fuma e bebe a ponto de, �s vezes, deixar as integrantes desse blog para tr�s. � a �nica loira dentre as morenas daqui.

O que nos une: CACHA�A, cigarro, e muita, muita cerveja.

O que nos levou a fazer um blog : um longo e lento processo de desocupa��o mental



[ O passado q nos condena ]



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Filho de Marte
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[ Posts ]

29/10/2006 11:54

Mais eleições

Decidi parar de falar disso e colocar algo de alguém q entende de verdade. Vale a pena ler até o final:
"(Publicado no jornal Cometa Itabirano)

Nem Pelé sabe votar. Não resisti em recorrer à célebre frase desse monumento ao pensamento brasileiro,na verdade, o maior craque de bola de todos os tempos, para iniciar de forma comportada meu veemente protesto contra toda e qualquer forma de descriminação, nesse caso, absoluta, juntando todos, sem exceção, que exercem o direito de voto, fruto das entranhas da democracia, antes sob a sombra dos recônditos do totalitarismo.
Dizia canhestro, o rei Pelé, que brasileiro não sabe votar. Encerrando o clamor mais reacionário, desde "cada povo tem o governo que merece", de autor desconhecido por esse nauseabundo que vos escreve e pede que enviem, caso saibam, para a redação desse, nada quieto, jornal mineiro, o nome do asno em questão.
Esquecendo agora as palavras do ímpio camisa dez, redireciono minha metralhadora feita de letras e cuspe a todos que insistem, numa campanha aparentemente nacionalista, em nos empurrar o ônus da picaretagem de sanguessugas, mensaleiros e compradores de dossiê, sob o impávido argumento de que não votamos com consciência e responsabilidade devidas. Votamos com o quê? Desafio à horda delinqüente a explicar qual a nossa culpa.
A grande mídia vem, sistematicamente, pregando a idéia de que é
preciso resolver todo o mal que assola o país através do voto. Na televisão, como o notívago "Altas Horas", que abordou num de seus programas, diante da jovem platéia, a questão de que só votando bem construiremos um país melhor, nas palavras do convidado e experiente jornalista Carlos Monforte da Rede Globo.
É preciso incinerar essa idéia junto com a impunidade e falta de polícia e vergonha na cara que são os verdadeiros causadores desse processo de falência dos valores morais em nosso país.
Você se lembra em quem votou? Essa pergunta virou uma espécie de
grife do mundo fashion que exclui milhões de miseráveis e analfabetos de cara. Uma tendência conhecida de empurrar para o povo o ônus da pilantragem e falta de ação de responsabilidade das autoridades e governos vigentes. Como se não bastasse a dificuldade de escolher, entre péssimos candidatos, somos cobrados pelos resultados do pleito.
Lembro-me da campanha pelas Diretas Já e tudo que se conquistou com esse direito pelo qual ninguém ansiava mais do que o povo brasileiro. Todos, inclusive as vítimas econômicas e sociais de políticas de grupos e governos que apenas negociam o país, ao invés de servi-lo com o patriotismo que as campanhas eleitorais mal disfarçam ante os eleitores perplexos e cansados da ladainha de sempre.
É verdade que precisamos criar condições para que todos possam ter
maior consciência, uma vez incluídos e participantes de todos os processos sociais através de melhor educação, emprego e pleno uso da cidadania. Mas isso ainda é uma utopia. Precisamos esclarecer os papeis e responsabilidades cívicas definitivamente. Chega do enferrujado paternalismo e desrespeito que se espalha por toda a sociedade por canais dos mais variados.
Empurrar a culpa para o povo e livrar bandidos e inimigos da
República com discursos, adotados ultimamente por pessoas notórias e políticos, é um golpe baixo de cinismo repugnante, quando deveriam promover debates que discutissem soluções para problemas crônicos de natureza criminal.
Por tudo isso, é preciso que fique bem claro que no Brasil, como vem sendo apregoado, além do povo brasileiro, Pelé também não sabe votar.

Chico Buarque"


Ilá, anulou mais uma vez.

enviada por bardafflch






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